A Fieg iniciou, na quarta-feira (2/9), uma agenda internacional voltada à busca de referências para o desenvolvimento da indústria da moda em Goiás.
A programação, realizada em Prato, na Itália – um dos principais polos têxteis do mundo –, é cumprida pela assessora técnica da Câmara Setorial da Moda (Casmoda) e diretora do Sindicato das Indústrias de Vestuário no Estado de Goiás (Sinvest), Sabrina Alves.
A missão busca aproximar a indústria goiana de experiências internacionais em inovação, sustentabilidade e economia circular, reunindo informações que possam contribuir para as ações e discussões da Fieg e das entidades representativas do setor.
A primeira visita foi à Lottozero Laboratórios Têxteis, empresa que atua há mais de dez anos em Prato e desenvolve atividades de experimentação e inovação na área têxtil. O espaço promove workshops e consultorias e recebe profissionais em programas de residência, que oferecem períodos de imersão e prática laboratorial.

Durante a visita, Sabrina conheceu a estrutura dedicada ao desenvolvimento de novos materiais e processos e à aproximação entre criação, conhecimento técnico e produção.
A experiência apresenta possibilidades de intercâmbio para a indústria goiana, especialmente em iniciativas de compartilhamento de infraestrutura e acesso de pequenos negócios e designers a recursos técnicos. Também chamou atenção o trabalho voltado à capacitação, à prototipagem, ao reaproveitamento de resíduos e estoques e à conexão entre empresas, profissionais e instituições de formação.
Tradição e inovação
A segunda agenda do dia foi no Museo del Tessuto, também em Prato. A visita teve como objetivo conhecer experiências e referências da cadeia têxtil que possam contribuir para a atuação da Casmoda, especialmente nas áreas de inovação, sustentabilidade, economia circular, reciclagem, matérias-primas e desenvolvimento tecnológico.
Segundo Sabrina Alves, um dos principais aprendizados está no modelo de economia circular adotado pela cidade e no aproveitamento dos resíduos gerados pela cadeia da moda.
Dados apresentados pelo museu mostram a dimensão dessa estrutura: cerca de 220 mil toneladas de roupas usadas são regeneradas anualmente em Prato. O sistema de tratamento de águas residuais industriais, conectado a aproximadamente 300 empresas, também permite recuperar cerca de 40% da água utilizada.



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