Na reta final para as eleições 2026, a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) mais uma vez atuou como palco de discussões: na segunda-feira (21/9), a Casa da Indústria recebeu Wilder Morais, candidato pelo PL, no segundo encontro da série Diálogo com a Indústria, ciclo de debates entre o setor produtivo e os candidatos ao Governo de Goiás.
Ao apresentar suas propostas em áreas como reforma tributária e incentivos fiscais, mineração, emprego e qualificação profissional, o senador disse que o Estado tem de ser parceiro de quem produz e gera riquezas. “Eu vou ser parceiro de cada um de vocês.”
"Buscamos fazer da Fieg um ponto de reflexão do momento econômico e político pelo qual estamos passando", disse o presidente da Fieg, André Rocha, ao reafirmar o papel da Fieg em estabelecer ambientes de debate sobre o cenário político-econômico que impacta diretamente no cotidiano do setor produtivo. O dirigente lembrou que a federação já recebeu, na semana anterior, o candidato Marconi Perillo, e que o convite está aberto para os candidatos que desejarem participar dos encontros.

Reforma tributária e incentivos fiscais
Wilder Morais afirmou ter sido contrário à reforma tributária ao longo de sua tramitação no Congresso Nacional e classificou o novo modelo como prejudicial aos Estados em desenvolvimento, como Goiás. Ao lembrar que, a exemplo da época em que foi secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços, os incentivos fiscais foram determinantes para atrair empresas ao Estado, ele ponderou que a perda do mecanismo deve impactar o ambiente de negócios a partir de 2032.
Mineração e licenciamento ambiental
Outro tema abordado pelo candidato foi a exploração mineral em Goiás, com menção às reservas de terras raras no Nordeste goiano, além de minério de ferro, manganês, pedras ornamentais e ouro. O senador disse ter sido relator setorial da matéria sobre o tema no Congresso Nacional e defendeu a criação de uma pasta específica para mineração dentro da Secretaria de Indústria e Comércio do Estado, com o objetivo de agilizar o processo de licenciamento. Sua proposta é ampliar o quadro de analistas ambientais e aprimorar, com uso de inteligência artificial, o sistema de análise de licenças.

Saúde
Na área da saúde, Wilder Morais citou a fila de mais de 26 mil pessoas aguardando cirurgias no Estado e propôs uma parceria entre o governo estadual e hospitais privados, Santas Casas e instituições filantrópicas para contratação de serviços não atendidos pela rede pública, por meio de uma tabela que chamou de “SUS goiano".
Emprego e qualificação profissional
Sobre geração de emprego, o candidato apresentou um programa de primeiro emprego que sugere o pagamento de meio salário mínimo a um público inicial de 75 mil jovens, com possibilidade de ampliação para 150 mil e orçamento reservado de R$ 600 milhões. Também mencionou um programa de "CNH do trabalho", voltado a beneficiários de programas sociais que queiram obter carteira de habilitação para atuar como motoristas ou motoboys.
Infraestrutura e logística
Morais defendeu a duplicação de rodovias como as que ligam Goiânia a Aruanã e a região de Bela Vista a Catalão, além da retomada de voos regionais em aeroportos como os de Rio Verde e Anápolis. Citou ainda a região de Cristalina como potencial polo agropecuário e defendeu a construção de um centro de convenções em Caldas Novas com participação da iniciativa privada, para ampliar o turismo na região ao longo do ano.

Ao final do encontro, André Rocha entregou ao candidato o Documento da Indústria Goiana, elaborado pela Fieg com demandas, diretrizes e desafios apontados pelo setor produtivo.
Wilder Morais foi o segundo candidato recebido pela Fieg nessa série de encontros. O espaço também está aberto aos demais candidatos ao Governo de Goiás que desejarem participar do diálogo com a indústria.


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