
Os industriais goianos permaneceram cautelosos em novembro. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), calculado mensalmente pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), atingiu 43,7 pontos, mantendo-se abaixo da linha dos 50 pontos, fronteira que separa confiança de falta de confiança. Os dados foram divulgados segunda-feira (17/11) pela área técnica da Fieg.
O resultado confirma a dificuldade do setor em sustentar uma trajetória de recuperação ao longo de 2025. Embora alguns meses tenham mostrado avanços, a confiança não se consolidou, influenciada por um cenário de atividade moderada, custos elevados em determinados segmentos e política monetária ainda restritiva.
Condições atuais puxam índice para baixo - O detalhamento do indicador mostra que os empresários avaliam o momento presente de forma mais desfavorável. O subíndice de condições registrou 41,5 pontos, reforçando o ambiente de maior prudência nas decisões produtivas. Já as expectativas, embora também abaixo de 50 pontos, ficaram em 44,8, indicando percepção ligeiramente menos negativa sobre os próximos meses.
Segundo o assessor econômico da Fieg, Cláudio Henrique Oliveira, o comportamento do Icei reflete uma combinação de fatores conjunturais que ainda limitam o avanço da confiança no Estado.
“Os resultados de novembro mostram que, apesar de pequenas oscilações positivas ao longo do ano, o empresário goiano ainda enfrenta incertezas relevantes. A avaliação do momento presente segue pressionada por custos e demanda moderada, enquanto as expectativas apontam para um cenário menos adverso, mas ainda insuficiente para sinalizar retomada firme da confiança.”, afirma.
Construção civil também segue abaixo da linha de confiança - O Icei da indústria da construção em Goiás apresentou leve reação, passando de 45,5 pontos em outubro para 47,3 pontos em novembro, mas ainda sem cruzar o limite dos 50. O movimento indica redução do pessimismo, embora permaneça distante do patamar considerado favorável. Condições atuais marcaram 45,4 pontos e expectativas ficaram em 48,2.
O setor continua impactado por juros elevados, que encarecem o crédito e reduzem o ritmo dos novos empreendimentos, além de apresentar desempenho desigual entre os segmentos da cadeia.
Contexto nacional - Na semana passada, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou o resultado do Icei nacional, que ficou em 48,3 pontos - ainda abaixo dos 50, apesar de ligeira melhora. O levantamento mostrou que os industriais brasileiros seguem pessimistas há quase um ano, refletindo a combinação de demanda fraca, custos ainda pressionados e recuperação lenta da atividade. A leitura nacional reforça o quadro observado em Goiás, com empresários atentos aos desdobramentos econômicos para 2025.


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